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Chame e eles virão - História 1

Esta é a primeira de uma série de histórias que compartilharei esta semana.



Para começar a contar a primeira história, devo ressaltar que durante muitos anos eu fui uma pessoa muito mental. Sempre cautelosa, vestindo a dúvida como um escudo protetor.

Isso me privou da profundidade da vida, da beleza, do sentir.


Hoje em dia, sinto que cada vez mais integro minha mente com minha Gnost, deixo ir o controle e aceito como real aquilo que parecia apenas fantasia.


É uma escolha consciente que faço constantemente há alguns anos, e vem se tornando real com o doce desenrolar do tempo.


A primeira história que vou contar aconteceu no final de 2020.


Estávamos eu e minha mãe (querida Mestra Lucyah) tomando café da manhã na cozinha de nossa casa. Conversávamos sobre o que iríamos fazer na noite de ano novo.


Lucyah falava sobre potenciais grandiosos de celebração e abundância, "criando com amplas pinceladas", como ela gosta de dizer - gerando em mim um tremendo desconforto.


A resistência à receber pressionava meu peito e garganta, meus ombros e minhas costas. Todo meu corpo estava envolvido no escudo de dúvida. Conforme ela falava, eu podia sentir meu rosto se fechando numa expressão de profunda tristeza e frustração, como se os potenciais que ela estivesse sugerindo fossem sonhos impossíveis.


- O que você acha? - perguntou Lucyah, animada, com os olhos brilhando de alegria

- É… legal - murmurei, sem tirar os olhos da caneca vazia à minha frente

- Não! - ela me repreendeu - Você não age mais dessa maneira, se lembra?


Isso me fez perceber o que tinha acontecido. Eu estava consciente do aspecto, e ainda assim estava deixando ele agir por mim.


- Sim, você tem razão - eu disse, ainda em voz baixa - eu preciso ficar um tempo sozinha


Sendo assim, saí da cozinha e fui até meu quarto.


Me deitei em minha cama, pousei a cabeça no travesseiro gentilmente, olhando para o brilho do sol que entrava pela janela. Comecei a respirar profundamente, dissolvendo o escudo protetor cheio de medos e traumas passados. Respirei escolhendo o meu espaço seguro.


Então lembrei-me que recentemente Adamus havia comunicado que existia uma parte do Conselho Carmesim “botando a mesa” para os Shaumbra, e que apenas deveríamos “servir-nos com a comida”. No sentido de que existiam seres não-físicos dispostos a apoiar-nos.


“Hmm… eu poderia chamar essa gente.” pensei “ Eles estão aí pra isso, não é mesmo? Se não vierem pelo menos eu tentei, não tenho nada a perder”


Resolvi chamar Kuthumi, Kuthumi sempre vem!

Kuthumi vem antes mesmo de ser chamado… Kuthumi é um metido!

Ou como ele diria: um amigo fiel.


Pedi a Kuthumi que falasse com esse tal pessoal que estava nesse tal conselho… que chamasse todo mundo mesmo!


Em questão de segundos meu quarto estava cheio de gente que eu nunca tinha visto na vida. Obviamente vi Saint Germain e FM, rostos conhecidos, mas havia muito mais além deles.


Kuthumi direcionou-se a mim:

- Diga-nos, como podemos te ajudar?


Nesse momento enfiei a cara no travesseiro. “O que eu digo agora?!” perguntei a mim mesma. “Eu realmente não esperava que eles viessem!”


Eu estava sem reação. Acabei por dar-me conta de que eu mesma podia resolver a minha questão sozinha, não precisava de tanta gente para um problema tão pequeno.

Quer dizer, antes a situação estava me esmagando, mas agora não parecia mais um problema.


É o que acontece quando me vejo diante da minha grandeza, da minha natureza de ser multidimensional e mágico, todos os “problemas” humanos parecem uma piada. Fiquei com vontade de rir da minha cara.


- Bem - respondi - acho que posso resolver isso por minha conta, só a presença de vocês já ajudou o suficiente, obrigada por virem, podem ir agora…. Menos o Kuthumi


Eu disse isso e todos foram embora, menos o Kuthumi.


Passei o resto da manhã com um sorriso bobo na cara, como se aquela velha carrancuda que eu estava fingindo ser, tivesse sido surpreendida com a Magia - que é o que realmente sou. Essa experiência facilitou muito a minha abertura para os potenciais que pareciam sonhos.


Lembrem-se, queridos Mestres, vocês não estão sozinhos!

Há sempre ajuda, em muitos reinos!


E todos os reinos estão a uma respiração de distância.


 

A próxima história será postada amanhã! :D


Liah'ah

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